A biblioteca parecia vazia eu resmunguei em baixo tom.
- Ah! Eu não acredito... De novo, essa biblioteca é uma das piores que eu já fui.
- Oi posso te ajudar? – Uma voz suave e calma veio em minha direção.
- Ah sim eu queria ler um livro mais vim aqui de manhã e um senhor pediu que eu voltasse agora, e bem... Eu voltei.
- Ah meu avô! – disse ele. – Bom que livro você quer? - Ele era lindo, cabelos que tampavam os olhos castanhos mais brilhantes que ja havia visto.
- Ah... É... – eu estava tremula.- Eu to procurando o livro da Tifany Will.
- Puxa os livros dela são tão intensos.
- É eu sei são os melhores.
- São sim.
Ele sumiu entre os livros e depois veio com o livro na mão.
- Aqui esta. – Disse ele erguendo o livro. – E como vai ser?
- O que?
- A forma de você pegar o livro!
- Ah! Eu sou estudante!
- Então pode fazer sua fixa.
- preciso da sua fixa escolar.
Ainda bem que eu tinha pegado na escola.
- Ah claro – tirei do meu bolso. – esta um pouco amassada.
- Sem problemas Amilyne.
-Não pode colocar só Amy não?
Ele sorriu e disse:
- Por que Amilyne é um nome tão lindo.
- Obrigada... Eu acho forte para minha idade sabe, quando eu for mais velha talvez use certo.
- Ah como quiser srtª. Amy. ‘’Risos’’
- Já posso pegar o livro?
- E aqui esta o livro, boa leitura.
- Obrigada!
- Por nada.
Então eu olhei para aquele rosto perfeito por mais 5 segundos e me dirigi à porta quando olhei para fora a chuva caia muito forte eu resmunguei.
- Droga logo agora!
- Vai sair nessa chuva? –Ele disse.
-Bom tenho que ir.
-Ah... Você é corajosa, espera a chuva passar.
Eu estava alegre por ficar mais um pouco então não pensei duas vezes em recusar o convite.
- É melhor eu esperar mesmo o clima da Califórnia é imprevisível.
- É verdade. –Disse ele arrumando umas fixas sobre a mesa.
- Bom... Eu vou começar a ler aqui não vou te atrapalhar.
Ele rio e disse:
- Pode se sentar ali. -Mostrando-me uma mesa e cadeira de estudo.
- Ah é perfeito obrigada.
- Por que você agradece tanto?
- Eu... Eu não sei eu gosto de agradecer as pessoas. ‘’Risos’’ – isso é errado?
- Não, não é mas é engraçado.
- Bom... Eu não me acho uma pessoa engraçada.
- Você é!
- É isso é ruim?
- Acredite nem todos têm essa sorte.
- Oh uau! Estou feliz por isso então.
Ele rio novamente e eu comecei ler o meu livro confesso que estava meia sem atenção para leitura mas mesmo assim continuei lendo, olhei para um velho relógio que havia na parede já eram 17h34min voltei os olhos para a porta de vidro e vi que a chuva já havia passado.
- Uau! Passei muito tempo aqui tenho que ir a chuva já passou. –Eu disse.
- Nossa! É verdade eu nem tinha visto. – disse ele. – Já vou fechar a biblioteca eu estou com fome.
Eu nem pensava em comida mais quando ele tocou nesse assunto eu percebi que estava com fome.
- Ah eu também, então ate mais.
Eu me levantei e peguei minhas coisas de cima da mesa e fui em direção à porta e pela segunda vez ele me chama.
- Hey Amy.
Eu me virei e olhei para ele. E ele continuou falando.
- Você não que ir à lanchonete comigo?
Eu nem o conhecia direito será que estaria errado em aceitar? Era irrecusável.
- Há claro eu ia parar em uma mesmo – Eu menti.
- Ótimo então eu vou fechar aqui.
- Ah claro.
Ele fechou a biblioteca e fomos andando ate a lanchonete era bem perto da biblioteca agente se sentou em uma mesa e ele disse:
- E ai o que vai querer?
- Bom eu só quero um pedaço de torta de maça.
- Só?
- É o bastante.
Ele sorriu.
- E você o que vai querer? – Eu perguntei.
- Hmbúrguer com fritas e coca-cola.
- Devesta com fome!
Ele sorriu novamente. Era tão lindo.
- Tenho que fazer uma pergunta. –E u disse com um ar de riso.
- Fique à-vontade.
- Qual é o seu nome?
- Puxa! É verdade estamos aqui eu sei o seu nome e você não sabe o meu - Ele bateu a mão na testa. – Me chamo Michael.
Eu dei uma gargalhada.
- Eu gosto do seu nome. –Eu disse.
- Gosta?
- Sim gosto da pronuncia M-I-C-H-A-E-L. – legal.
- Eu gosto dele também.
A garçonete trouxe nossos pedidos.
- E então Amy você não é daqui é? – Disse ele mordendo o hambúrguer.
- Não, eu sou de New Jazz.
- Eu suspeitei.
- Como?
- Pela sua cor.
- Ah! eu estou um pouco pálida.
- É a primeira vez que vem a Califórnia?
- Não, eu morava aqui mais fui para New Jazz com 13 anos.
- É por quê?
- Ah por que minha mãe morreu e meu pai quis se mudar.
- Ah! eu sinto muito.
- Tudo bem. – Eu disse enquanto espetava minha torta com garfo.
- E você mora aqui com quem?
- Minha avó.
- E seu pai?
- Bom ele arrumou uma namorada e ela não gosta de mim.
- Que chato!
- E então eu resolvi morar com minha avó que não via a um tempão.
- Mais se você morava aqui antes, por que não a vê um tempão?
Eu me sentia em um jogo de perguntas e respostas mais eu não ligava em falar sobre mim.
- Minha mãe e minha Avó não se falavam.
- E ela é sua avó por parte de mãe.
- Sim ela é.
- Então sua mãe não falava com a própria mãe. – Ele me olhou esperando a resposta.
- É isso mesmo, mas eu não sei o motivo, eu gosto da minha avó ela é uma boa pessoa.
- Ah sim.
- Então agora eu faço as perguntas. – Eu disse mexendo em um saleiro que tinha ao lado.
- Então comece. – Disse ele com um sorriso encantador.
- Bom o que faz da vida?
- Eu trabalho na biblioteca com meu avô e nas horas vagas toco baixo em uma banda.
- Oh uau! Você toca em uma banda?
- Sim, mais ainda é uma bandinha de garagem.
- Qual o nome?
- The elements. – Não é muito original eu sei.
- Eu gostei.
- Você gosta de tudo. – Disse ele em um tom irônico.
- Não é verdade eu não gosto de tudo.
- Do que você não gosta?
- Bom eu não gosto do meu cabelo. –Realmente eu não gostava muito do meu cabelo nos ombros meio laranja ele me deixava mais pálida.
- Não há nada de errado com ele, me lembra o sol.
- Ótimo! –E eu dei uma risadinha.
Olhei para o relógio já eram 20h52min minha avó deve ter chegado em casa.
- Michael eu tenho que ir. –Me levantei da mesa e ele disse:
- Não vai terminar sua torta?
- Não posso minha avó já deve ter chegado em casa.
- Então tem que ir mesmo?
Ele queria que eu ficasse mais não podia então eu resisti.
- Bom hoje é meu aniversario queria passar um pouco com ela.
- Meus parabéns.
- Obrigada.
- Quantos anos você esta fazendo?
- 16
- Idade boa.
- Eu espero – Eu tirei um dinheiro do bolso e coloquei sobre a mesa.
- Eu pago! –Disse ele me dando dinheiro.
- Não eu pago. –Eu disse empurrando o dinheiro.
- Eu pago, deixa de orgulho pense nisso como um presente de aniversario.
- Então nesse caso tudo bem.
- Ate mais Amy foi um prazer.
- O prazer foi todo meu, ate mais.
Eu sai da lanchonete meio zonza, não dava para acreditar no quanto ele era lindo, continuei andando ate chegar á um ponto de ônibus me sentei em um meio-fio o ônibus não demorou a chegar, chegando em casa minha avó estava na cozinha lavando umas lousas ela gritou:
-Amy é você?
- Oi vovó! –Eu estava com medo dela brigar comigo.
- Onde você estava?
- Estava na biblioteca.
- Essa hora?
- Eu passei em uma lanchonete.
- Tudo bem tem uma pedaço de pudim dentro da geladeira se você quiser.
- Eu acabei de devorar um pedaço enorme de torta.
- Então fica pra depois.
Eu estava feliz por ela ser tão legal comigo, eu subi para o meu quarto e abri a janela fiquei um tempo olhando para as estrelas eram tão brilhantes depois me troquei vesti um pijama, e fiz meus deveres de casa terminei já era 21h00min eu estava muito cansada eu desci as escadas e peguei o Jack e coloquei em minha cama e então eu dormi, meu despertador tocou eram 06h00min eu me arrumei e fui para escola, na escola não tinha amigos só conhecia o Kaleb as pessoas não eram um pouco amigáveis, a primeira aula era de Inglês a senhora Thonppson era um pouco engraçada o resto da minha manhã foi um tédio total então finalmente o sinal tocou eu fui a primeira a sair da classe no portão de saída da escola encontrei o Kaleb.
-Kaleb. –Eu disse.
-Amy! – Ele me respondeu com uma cara feliz.
- Oi, como esta você?
- Bem , e você?
- Estou bem também – Disse colocando o cabelo atrás da orelha e começamos a andar.
- Te vi saindo ontem onde você foi? –Ele me perguntou.
- Bom, eu fui à biblioteca.
- Ah sim, então em qual você foi?
- Não sei o nome mais é aquela perto da escola.
- Então você conheceu o Michael.
- Sim, nos fomos à lanchonete ontem ele é simpático.
- Ele é muito velho para você, não acha? – Ele me olhou com uma cara estranha, será que ele estava gostando de mim?
- Kaleb... Eu não estou afim dele eu só achei que seria legal ter mais amigos.
- Amigos? –Ele deu um sorriso irônico. – Você acha que caras de 26 anos querem amizade?
- E por que não? – Eu olhei encarando ele.
- Bom Amy, por que eles só querem curti, e com garotas mais velhas.
- Como você sabe disso? Você só tem 17 anos - Eu estava um pouco brava.
- Conheço mais a vida do que você.
- Quem você acha que é? –Eu parei na frente dele.
- Amy eu não quero brigar com você, me desculpe ta! – Ele revirou os olhos.
- Por que você ficou tão irritado com isso?
- Não fiquei. – Ele disse andando mais rápido.
- Ficou sim. –Eu disse sorrindo e ele ficou vermelho.
- Você é louca Amy.
- Bom... talvez.
Então nos pegamos o ônibus e ele não disse uma palavra se quer, então chegamos em nosso ponto descemos e começamos a andar e o Kaleb calado e eu também, então chegamos em frente a minha casa e eu falei :
- Tchau!
- Ele levantou a mão e acenou.
Então ele se virou e disse:
- O que você vai fazer hoje à tarde?
- Provavelmente me afogar no tedio.
- Ah, você não quer ir á praia hoje à tarde?
- Eu não gosto muito de praia.
- É não parece ser sua cara mesmo.
- Eu vou!
- Ótimo. –Ele sorriu.
- As 16h00min passarei aqui para irmos.
- Tudo bem.
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